A Hist�ria da Internet - Como Tudo Come�ou...
Kellen Cristina Bogo
A Internet nasceu praticamente sem querer. Foi desenvolvida nos tempos remotos da Guerra Fria com o nome de ArphaNet para manter a comunica��o das bases militares dos Estados Unidos, mesmo que o Pent�gono fosse riscado do mapa por um ataque nuclear.
Quando a amea�a da Guerra Fria passou, ArphaNet tornou-se t�o in�til que os militares j� n�o a consideravam t�o importante para mant�-la sob a sua guarda. Foi assim permitido o acesso aos cientistas que, mais tarde, cederam a rede para as universidades as quais, sucessivamente, passaram-na para as universidades de outros pa�ses, permitindo que pesquisadores dom�sticos a acessarem, at� que mais de 5 milh�es de pessoas j� estavam conectadas com a rede e, para cada nascimento, mais 4 se conectavam com a imensa teia da comunica��o mundial.
Nos dias de hoje, n�o � mais um luxo ou simples quest�o de op��o uma pessoa utilizar e dominar o manuseio e servi�os dispon�veis na Internet, pois � considerada o maior sistema de comunica��o desenvolvido pelo homem.
Com o surgimento da World Wide Web, esse meio foi enriquecido. O conte�do da rede ficou mais atraente com a possibilidade de incorporar imagens e sons. Um novo sistema de localiza��o de arquivos criou um ambiente em que cada informa��o tem um endere�o �nico e pode ser encontrada por qualquer usu�rio da rede.
Em s�ntese, a Internet � um conjunto de redes de computadores interligadas que tem em comum um conjunto de protocolos e servi�os, de uma forma que os usu�rios conectados possam usufruir de servi�os de informa��o e comunica��o de alcance mundial.
Hist�rico
Desenvolvida pela empresa ARPA (Advanced Research and Projects Agency) em 1969, com o objetivo de conectar os departamentos de pesquisa, esta rede foi batizada com o nome de ARPANET.
Antes da ARPANET, j� existia outra rede que ligava estes departamentos de pesquisa e as bases militares, mas como os EUA estavam em plena guerra fria, e toda a comunica��o desta rede passava por um computador central que se encontrava no Pent�gono, sua comunica��o era extremamente vulner�vel.
Se a antiga URSS resolvesse cortar a comunica��o da defesa americana, bastava lan�ar uma bomba no Pent�gono, e esta comunica��o entrava em colapso, tornando os Estados Unidos extremamente vulner�vel a mais ataques.
A ARPANET foi desenvolvida exatamente para evitar isto. Com um Back Bone que passava por baixo da terra (o que o tornava mais dif�cil de ser interrompido), ela ligava os militares e pesquisadores sem ter um centro definido ou mesmo uma rota �nica para as informa��es, tornando-se quase indestrut�vel.
Nos anos 1970, as universidades e outras institui��es que faziam trabalhos relativos � defesa tiveram permiss�o para se conectar � ARPANET. Em 1975, existiam aproximadamente 100 sites. Os pesquisadores que mantinham a ARPANET estudaram como o crescimento alterou o modo como as pessoas usavam a rede. Anteriormente, os pesquisadores haviam presumido que manter a velocidade da ARPANET alta o suficiente seria o maior problema, mas na realidade a maior dificuldade se tornou a manuten��o da comunica��o entre os computadores (ou interopera��o).
No final dos anos 1970, a ARPANET tinha crescido tanto que o seu protocolo de comuta��o de pacotes original, chamado de Network Control Protocol (NCP), tornou-se inadequado. Em um sistema de comuta��o de pacotes, os dados a serem comunicados s�o divididos em pequenas partes. Essas partes s�o identificadas de forma a mostrar de onde vieram e para onde devem ir, assim como os cart�es-postais no sistema postal. Assim tamb�m como os cart�es-postais, os pacotes possuem um tamanho m�ximo, e n�o s�o necessariamente confi�veis.
Os pacotes s�o enviados de um computador para outro at� alcan�arem o seu destino. Se algum deles for perdido, ele poder� ser reenviado pelo emissor original. Para eliminar retransmiss�es desnecess�rias, o destinat�rio confirma o recebimento dos pacotes.
Depois de algumas pesquisas, a ARPANET mudou do NCP para um novo protocolo chamado TCP/IP (Transfer Control Protocol/Internet Protocol) desenvolvido em UNIX. A maior vantagem do TCP/IP era que ele permitia (o que parecia ser na �poca) o crescimento praticamente ilimitado da rede, al�m de ser f�cil de implementar em uma variedade de plataformas diferentes de hardware de computador.
Nesse momento, a Internet � composta de aproximadamente 50.000 redes internacionais, sendo que mais ou menos a metade delas nos Estados Unidos. A partir de julho de 1995, havia mais de 6 milh�es de computadores permanentemente conectados � Internet, al�m de muitos sistemas port�teis e de desktop que ficavam online por apenas alguns momentos. (informa��es obtidas no Network Wizard Internet Domain Survey, http://www.nw.com).
Hist�rico da Internet no Brasil
A hist�ria da Internet no Brasil come�ou bem mais tarde, s� em 1991 com a RNP (Rede Nacional de Pesquisa), uma opera��o acad�mica subordinada ao MCT (Minist�rio de Ci�ncia e Tecnologia).
At� hoje a RNP � o "backbone" principal e envolve institui��es e centros de pesquisa (FAPESP, FAPEPJ, FAPEMIG, etc.), universidades, laborat�rios, etc.
Em 1994, no dia 20 de dezembro � que a EMBRATEL lan�a o servi�o experimental a fim de conhecer melhor a Internet.
Somente em 1995 � que foi poss�vel, pela iniciativa do Minist�rio das Telecomunica��es e Minist�rio da Ci�ncia e Tecnologia, a abertura ao setor privado da Internet para explora��o comercial da popula��o brasileira.
A RNP fica respons�vel pela infra-estrutura b�sica de interconex�o e informa��o em n�vel nacional, tendo controle do backbone (Coluna dorsal de uma rede, backbone representa a via principal de informa��es transferidas por uma rede, neste caso, a Internet).
O surgimento de um Mercado Comercial
No meio dos anos 80, havia um interesse suficiente em rela��o ao uso da Internet no setor de pesquisas, educacional e das comunidades de defesa, que justificava o estabelecimento de neg�cios para a fabrica��o de equipamentos especificamente para a implementa��o da Internet. Empresas tais como a Cisco Systems, a Proteon e, posteriormente, a Wellfleet (atualmente Bay Networks) e a 3Com, come�aram a se interessar pela fabrica��o e venda de roteadores, o equivalente comercial dos gateways criados pela BNN nos prim�rdios da ARPANET. S� a Cisco j� tornou-se um neg�cio de 1 bilh�o de d�lares.
A Internet est� tendo um crescimento exponencial no n�mero de redes, n�mero de hosts e volume de tr�fego.
Outro fator primordial que existe por tr�s do recente crescimento da Internet � a disponibilidade de novos servi�os de diret�rio, indexa��o e pesquisa que ajudam os usu�rios a descobrir as informa��es de que precisam na imensa Internet. A maioria desses servi�os surgiu em fun��o dos esfor�os de pesquisa das universidades e evolu�ram para servi�os comerciais, entre os quais se incluem o WAIS (Wide Area Information Service), o Archie (criado no Canad�), o YAHOO, de Stanford, o The McKinley Group e o INFOSEEK, que s�o empresas privadas localizadas no Vale do Sil�cio.
O novo Jeito de Vender
Este � um tema moderno e ao mesmo tempo tradicional envolvendo televendas e teleatendimento. A principal quest�o est� centralizada na nova filosofia de percep��o de compra eletr�nica, na defini��o de um internauta e sua percep��o de realiza��o da compra atrav�s de um novo canal de comunica��o, a Internet.
Para compreender a filosofia do com�rcio eletr�nico � necess�rio entender o mecanismo de televendas e teleatendimento como sendo a primeira tentativa de venda "virtual" que surgiu no in�cio da d�cada de 80 e procura incorporar os seguintes conceitos:
- Desmaterializa��o: substitui��o do movimento e contato f�sico por informa��o telef�nica ou via cat�logos e um contato virtual.
- Desintermedia��o: elimina��o de um ou mais intermedi�rios na cadeia de venda do produto.
- Grupo de afinidades: s�o produtos e servi�os que possuem similaridades (em termo de divulga��o e consumo) e que oferecem ao consumidor solu��es apenas visuais, cujas caracter�sticas s�o inquestion�veis em termo de qualidade, pre�os e garantias.
Algumas empresas implementam o conceito e a infra-estrutura necess�ria para operar um centro de atendimento ao cliente, os chamados call-centers. Surgiram os sistemas de informa��o, os banco de dados, sistemas de telefonia com unidade de respostas aud�veis, profissionais de teleatendimento e a intera��o entre comandos , dados e voz, que representa o ponto m�ximo de evolu��o do atendimento virtual.
Os recursos de telefonia integrados com sistemas de banco de dados aliados a uma filosofia de televendas proporcionam o in�cio do com�rcio eletr�nico que "acoplou" os recursos de Internet, home page, browser, servidor Web e provedor de acesso.
Este "mundo" virtual, com filosofias de consumo pr�prias ainda n�o claramente estabelecidas e compreendidas, envolve basicamente a facilidade de manipula��o de um browser interrelacionando �s necessidades do cliente e a oferta de produtos e servi�os at� a efetiva��o da compra segundo:
- Learn: Como os clientes aprendem e adquirem informa��es gerais e institucionais sobre a empresa? S�o necessariamente informa��es correntes e consistentes, com foco e direcionamento nas necessidades dos usu�rios do browser.
- Shop: Como os clientes consultam e escolhem as ofertas de produtos e servi�os? S�o informa��es baseadas nas prefer�ncias do consumidor e na seq��ncia de a��es no browser, auxiliando o consumidor a tomar decis�es.
- Buy: Como os clientes efetivam as transa��es de compras? Trata-se da facilidade do consumidor de preencher um pedido de compra onde n�o existe a necessidade de um contato do tipo face a face. Essas transa��es s�o suportadas por m�ltiplas formas de pagamento, devendo ser �gil e livre de erros no processamento do pedido de compras.
- Support: Como os clientes poder�o ter um suporte t�cnico e um servi�o de atendimento no p�s-vendas? Neste caso, considera-se o atendimento 24 horas por 7 dias de vital import�ncia, e tamb�m, toda a comunica��o interativa (do tipo pergunta/resposta escrita), al�m de contar com uma organiza��o de processos e profissionais que identificam um problema e encaminhamento da solu��o com agilidade.
Pontos Importantes do e-commerce
1) Merchandising – Qualquer varejista sabe que um produto bem apresentado sai mais r�pido da prateleira. Na Web isso significa boas imagens, pre�os claros e informa��es completas dos produtos expostos. Tamb�m n�o se pode ignorar a localiza��o dos produtos. Clientes entram nas lojas atra�dos pelos produtos expostos na vitrine. Na Web, esses produtos ficam na primeira p�gina.
2) Promo��o - Os tradicionais an�ncios em jornais, revistas ou televis�o s�o substitu�dos por banners animados, e-mails ou promo��es hot sell. Sempre anuncie produtos com apelo forte de venda. Ent�o, � necess�rio preparar um plano de marketing e separar a verba para execut�-lo.
3) Atendimento a Clientes - O processo de venda, virtual ou n�o, envolve v�rias etapas. Em cada uma delas h� intera��o entre o consumidor e um funcion�rio da loja. Sendo assim � necess�rio estabelecer um canal de comunica��o preciso, transparente e �gil. Caso contr�rio, os consumidores desaparecer�o rapidamente.
4) Vendas - Para ter sucesso nas vendas, � necess�ria uma equipe de vendedores bem treinada e motivada. Na Web, isso pode ser feito com muito mais consist�ncia e menos custo. Os produtos e servi�os oferecidos devem apresentar informa��es detalhadas, bem como seus principais diferenciais em rela��o aos concorrentes, an�lises de jornalistas ou consumidores sobre sua qualidade e outras informa��es que possam ajudar o cliente a decidir a compra mais rapidamente.
5) Pagamento - Como a cultura de usar cart�o de cr�dito pela Internet ainda � pouco disseminada no Brasil, � necess�rio oferecer formas de pagamento alternativas, como carteiras eletr�nicas, dep�sitos identificados e cheque eletr�nico pr�-datado.
6) P�s-venda- Todo p�s-venda deve estar dispon�vel para consulta na Web, incluindo normas para troca ou devolu��o de produtos, dados cadastrais da rede de assist�ncia t�cnica, perguntas e respostas mais freq�entes e informativos peri�dicos por e-mail sobre novidades, lan�amentos, etc.
7) Seguran�a - O ponto mais importante do com�rcio eletr�nico. Qualquer pessoa tem medo de comprar algo com o cart�o de cr�dito pela Web. Por isso, n�o poupar recursos de seguran�a para tirar essa preocupa��o de seus clientes, � um fator importante. Isso inclui a ado��o do SSL e processos de encripta��o de informa��es nas bases de dados e comunicar claramente os clientes sobre a seguran�a oferecida no site.
8) Estoque - Para ganhar efici�ncia nas vendas, � importante separar fisicamente o estoque dos produtos vendidos pela Web. Mesmo assim, o tratamento gerencial deve ser igual ao de um estoque normal, com informa��es precisas de giro, custo e tempo de reposi��o.
9) Log�stica – � necess�rio preparar-se para entregar produtos individualmente e com rapidez. E n�o esquecendo dos custos de transporte. Se forem muito altos, a empresa n�o ter� clientes tamb�m.
10) Monitoramento - Manter sistemas de acompanhamento precisos e informatizados. Se a opera��o n�o for muito bem controlada, os custos com retrabalho de informa��es ir�o comer qualquer margem deixada pela venda dos produtos.
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